segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Ele é cheio de garotas e pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Tá certo ele. Bonitão, rico, engraçado e safado. Que mulher não se apaixona por ele?
Eu. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora, posso ficar tranquilamente ao lado dele sem odiar meu cabelo e minha bunda e minha loucura. E posso vê-lo literalmente duas vezes ao ano, sem achar que duas vezes na semana são duas vezes ao ano. E posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar meu porteiro e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de nozes e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta."


Tati Bernardi

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Será que vai ser sempre assim?

Espera, deixa eu olhar outra vez!! É isso mesmo, são duas e quatorze da manhã. Acho que agora sei porque muita gente não consegue pregar o olho a noite. Problemas! É a bendita madrugada que eles escolhem para gritar bem alto dentro da minha cabeça; Travesseiro, ipod, Gossip Girl, não adianta. Já tentei de tudo. É mais alto. Mais forte. Esses gritos, esse calor, esse aperto, não me deixam dormir. Merda de coração. Cala a boca. Acho que ele deveria ficar bem agitado o dia inteiro, para poder dormir junto comigo a noite.


Por que será que a noite é a hora que as pessoas sentem mais saudades? Por que será que as pessoas sentem saudades do que parecia não estar bom? Por que elas tem que ser tão confusas? Por que a vida não decide ser justa com todos? Merda de perguntas que aparecem na hora em que o mundo dorme e ninguém está disposto a responder. Por que quando eu estava aconchegada nos teus braços o sono chegava rapidinho, trazendo até alguns sonhos? Essa era a hora que a gente podia conversar, namorar. Afinal a vida andava tão corrida.


Ninguém acordado... Alguém responde. Não precisa ser todas as perguntas. Só as mais importantes. Pelo menos as que, depois de respondidas, me façam dormir. Alguém quer sair? Me dar a mão? Ir só até a esquina, ver se a luz do teu quarto está acesa. Será que você já está dormindo? E se dormiu, será que preferiu dormir na sala ou no quarto? Acho que foi na sala. A noite está muito quente. Acho que você esqueceu o quanto me chateia estar com calor. Meu ventilador faz muita falta. Será que você vai poder dar uma passadinha rápida aqui em casa e deixar ele para mim? Eu saio, enquanto você faz isso. Acho que tô precisando de um abraço também, mas esse a gente pode deixar pra quando as coisas estiverem mais esclarecidas e compreendidas.


Qual seria o melhor lugar para estar, agora? Você pode abrir os olhos só um pouquinho e tentar conversar comigo? São só alguns minutos. Você sempre disse que eu podia te acordar quando estivesse a fim de conversar. Eu tô agora! É rápido. Será que eu prefiro o meu mundo ou o seu? Será que eu tenho um mundo? Ou eu acabei construindo um alicerce no seu terreno?


Acho que agora vou conseguir dormir. Meus olhos já estão ardendo. Espera! Fasta só um pouquinho o braço de cima de mim, preciso ir tomar água. Eu já volto...
... Pronto! Fasta mais pra perto. Sai do buraco. Suas costas vão ficar doendo, quando você acordar! Nossa! Tá fazendo muito calor. Vira pro outro lado, pra eu poder ligar o ventilador e não te perturbar, por causa da sua alergia.

Boa noite!
Espera! Só mais uma coisinha. Acho que meu mundo seria mais fácil se você não voltasse. É verdade! Mas, com certeza, não seria o meu mundo. E é nele que eu quero viver.

Agora sim! Durma bem!


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bom, como fui indicada por dois blogs queridos, leia-se "Coloridas e Voadoras" e "Meu Castelo de Cartas", para continuar esta corrente. Vou fazer aqui "O jogo do 7".

PRIMEIRO:

Sete coisas que eu tenho que fazer antes de morrer;

__ Fazer graduação em Teatro, depois de ter descobrido que é isso mesmo que eu quero pra minha vida.
__ Aprender a tocar a música "garotos", no violão.
__ Praticar todos os esportes radicais possíveis.
__ Aprender uma arte macial (Karatê, Kung ful), qualquer uma.
__ Resolver esses problemas que parecem não ter solução.
__ Descobrir que casamento não é o bicho feio que 90% do mundo pinta.

SEGUNDO:

Sete coisas que eu mais digo;

__ "Tô com preguiça".
__ "Que merda".
__ "B?"
__ "Que massa".
__ "Tô com sono".
__ "Aí é leso (a)".
__ "Não sei".

TERCEIRO:

Sete coisas que eu faço bem; (Vixe, aqui pegou);

__ Dormir.
__ Conversar com criança.
__ Digitar.
__ Café.
__ Carinho.
__ Confusão.
__ Fazer as pessoas rirem.

QUARTO:

Sete defeitos meus;

__ Ser muito ciumenta.
__ Ter a cabeça dura e dificilmente mudar de opinião.
__ Brincar quando a coisa é séria.
__ Não pensar além.
__ Ser MUITO preguiçosa
__ Ser confusenta (nem sei se essa palavra existe).
__ Não acreditar muito em mim.

QUINTO:

Sete coisas que eu amo;

__
Família.
__ Borboletas.
__ Chocolate.
__ Os detalhes.
__ Dormir em cama de casal.
__ Acordar com beijos, abraços e pisca-piscas.
__ Estar do lado das pessoas que me amam e me fazem bem, conseguindo fazer bem a elas, também.

SEXTO:

Sete qualidades (Concordo plenamente com o 8. É de lascar!!)

__ Ser carinhosa.
__ Reconhecer meus erros.
__ Não sofrer muito com o passado (Que também pode ser um defeito).
__ Gostar de ajudar as pessoas, na medida do meu possível.
__ Saber ouvir.
__ Ser simpática
__ Ter a capacidade de Amar.

SÉTIMO:

Sete pessoas para fazer esse jogo;

__
A quem interessar possa.
__ Esboços e cores
__ Fragmentos de cotidiano
__ Retalhos do cotidiano
__ Blog do otário

__ Bula na bula
__ As crônicas do João


FECHOU!!!





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


Após alguns meses sem dar as caras por aqui e com o meu blog já criando casinhas de aranha, decidi falar um pouco sobre o que Ela me fez sentir ontem. Ela. Aquela senhora pendurada em uma corda e sendo puxada por alguns vizinhos, enquanto a água destruía a sua casa e quase a destruía também. Ela que segurava um pequeno cachorro preto nos braços e não queria soltá-lo nem mesmo para salvar a própria vida. Ela que mal sabia dar um nó na corda em volta a sua cintura. Ela que desejava muito viver para criar os filhos, porque já tinha perdido a mãe e sabia o quanto eles iriam sofrer se não a tivessem por perto. Ela que lamentava apenas não ter conseguido suportar em seus braços aquele pequeno cão. Ela. Forte e corajosa. Foi por pouco, mas aqueles rapazes conseguiram fazer com que Ela continuasse vivendo. E agora? "Agora eu não sei como vou recuperar tudo outra vez", disse Ela.

A coragem dessa senhora, junto ao seu choro e gritos, me fizeram voltar aqui outra vez. Que cena! Que tragédia! Que sorte! Eu tinha ouvido alguns comentários sobre seu resgate, mas ainda não havia visto, até que decidi dar uma olhada na internet e encontrei o vídeo. Não lembro se chorei na primeira vez em que assisti. Porém, lembro que baixei os olhos quando o reproduzi na mente. Eu me senti culpada. Não me perguntem por que, pois acho que não saberia explicar. Ou saberia. Não sei.
Cada grito, cada lágrima e depois cada palavra sua, entravam no meu peito como furos feito por uma agulha. E eu só conseguia baixar a cabeça e vê-la. Por mais que eu não quisesse, eu só conseguia vê-la subindo por aquela corda. Na verdade fiquei feliz depois de alguns minutos de reflexão, só que logo vinha outra vez aquela sensação de culpa. As pessoas dizem que DEUS está castigando a humanidade e por isso tantas desgraças climáticas estão acontecendo no mundo. Sinceramente, não acho que devemos chamar esses fatos de punição. Todos nós sabemos, desde o ensino médio quando estudamos física, que "para cada ação, existe uma reação". É apenas isto. Simples assim. Nós modificamos o mundo à nossa maneira, e agora ele requer a sua verdadeira forma. A culpa é dos políticos que não cumprem suas obrigações de governantes? Sim. É. No entanto, ela é muito mais nossa, porque mesmo sabendo das agressões à natureza, que certos atos de nosso cotidiano causam, continuamos agredindo-a de forma tão idiota.

Dias antes de começarem esses desastres no Rio, eu fui ver um jogo do FLAMENGO master e o Botafogo master paraibano, aqui em João Pessoa. Enquanto assistia ao jogo, uma criança de, no máximo, oito anos perguntou pra mãe onde tinha um cesto pro lixo. A mãe olhou pros lados e com uma voz debochante e despreocupada disse: "Joga aí mesmo", se referindo ao fosso, aquele buraco que fica ao redor do campo para que os torcedores não possam ultrapassar. E o menino simplesmente se aproximou do buraco e atirou a garrafa. É uma pena, mas foi assim mesmo que aconteceu. As pessoas nunca vão se tocar das besteiras que fazem. Ou pode ser que se importem com isso, quando esses desastres maiores acontecem. Aí vão procurar cuidar do planeta: não cortar as árvores, jogar lixo no lixo, não desperdiçar água. Só que não vai adiantar muito começar a olhar pra trás a essa altura do campeonato. A humanidade tá perdendo o jogo, e por consequência das suas próprias regras. Não acho que exista mais tempo para mudar.

Quando faço todas essas críticas, não quero dizer que todo o mundo é assim e que não existem pessoas que se importem com a nossa causa, até porque, se fosse assim, essa senhora não estaria viva. As pessoas são displicentes. Não enxergam suas falhas. Mas foi pensando nisso, que hoje, quando almoçava, comecei a pensar em como os brasileiros realmente são solícitos com os demais. Cheguei a essa conclusão, porque lembrei do terrenoto que aconteceu no Haiti, ano passado. Tanta destruição. As pessoas de todo o mundo mandavam comidas e materiais necessários. Só que lá, o que acontecia era completamente diferente do que acontece aqui, no Brasil. Quando os alimentos chegavam ao país, as pessoas tentavam vendê-los e não distribuí-los. O que acabava resultando em brigas e várias mortes, por causa dos alimentos. Na verdade, não por causa do alimentos, mas pela forma com que as coisas eram levadas por lá. Nós ainda temos sorte de, mesmo estando vivendo em um país tão violento e com tanta corrupção, ainda podermos encontrar seres humanos de corações tão nobres, como os brasileiros.

É isso! Queria aproveitar aqui, também, para pedir às poucas pessoas que leem o meu blog, que façam a doação que lhe for possível para essas pessoas. Eu já fiz a minha e deixo aqui as contas para quem sentir vontade de fazer também.

#######################################
PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO
Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta Corrente: 120.000-3
#######################################
DEFESA CIVIL-RJ
Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Conta: 2011-0
Operação: 006
#######################################
CAMPANHA SOS SUDESTE
Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta: 32.000-5
#######################################

Fotos: G1

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais."

(L.U)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010



Sei que você está indo embora. Eu consegui te ver, fechando a porta.
Antes, quero que saibas que te amarei muito mais que agora.
Choro aos prantos, lembrando de todas as palavras que deixei de te dizer.
Me arrependendo dos ataques de ciúmes e dos impulsos que tanto te feriram.
Das mentiras jogadas sem piedade. Das ofensas que não consegui guardar.
Das suspeitas que te colocavam como culpado no picadeiro da minha vida.
Lembrarei de tudo que fomos e que, mesmo assim, você sabe que não deixamos de ser.
Recordarei com carinho dos teus sorrisos e cuidados.
Dos teus dedos a tocarem meu rosto, esperando um simples "Bom dia".
Chorarei olhando nossas fotos, que de tão alegres, me deixarão triste.
Porque vão ser aqueles, os sorrisos esperados.
Sentada na minha cama, verei nós dois, ali, chorando abraçados.
Enquanto a música de fundo, diz que você tem que lembrar de mim...
Afinal, você me enlouquece. E mesmo a cabeça, dizendo que é besteira...
O coração jamais esquece.
E quando o fim de tarde chegar, nós estaremos lá, caminhando abraçados
até o pôr-do-sol. Lado a lado, mas aqui do meu lado, você já não vai estar.
Eu te peço, amor, confie em mim. Mesmo que eu jamais consiga encontrar palavras
que te expliquem o que tem aqui, dentro de um dos meus lados.
Te peço também que não chore. Eu sei que planejamos um amor diferente,
mas afinal no final, é só a gente que sente.
Por muito tempo tive o suficiente para ser a pessoa mais feliz do meu mundo...
Eu tive você, me mostrando que são as pequenas coisas do dia-a-dia, que
nos fazem felizes. A felicidade mora logo alí, no encontro dos nossos olhos.
Mas, mesmo com tudo, amor, não chore, nem se entristeça quando eu disser
ADEUS!!



terça-feira, 9 de novembro de 2010


Transforma-se o amador na coisa amada
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois já tenho em mim, a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois consigo tal alma está ligada.
Mas esta linda e pura semidéia,
Que,como o acidente em seu sujeito,
Assim como a alma minha se conforma,
Está no pensamento como ideia;
O vivo e puro amor de que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma.



Autor: Luíz Vaz de Camões