terça-feira, 29 de junho de 2010

Sei lá...




Agora resta só o amor
de braços cruzados.
E, sem saber o que fazer,
eu só consigo sentir a dor
segurando os meus braços,
mas eu vou sobreviver.

Agora, sempre que eu for
compor meus versos cansados,
juro, não vou te dizer.

Se, sem querer, eu não for
o seu sustento sensato,
claro que eu vou perceber.

E, se o que eu faço te causa dor
desculpa meus atos,
mas, já não posso esconder.

E, se meu beijo te dá calor,
não sei o que faço,
só não consigo querer.

(Cadu Vieira, 2008)

Obs: Nem sei em quem, ou em que ele pensou quando escreveu isso, mas achei muito lindo, mesmo assim....

terça-feira, 22 de junho de 2010

Teatro Pedagógico

Quebrem a perna... e muita "merda", pra vocês!!


Esse é o meu compromisso das tardes de sábado, que podem passar a ser das manhãs de sábado. Eu participo de um grupo de teatro, montado pelo professor/amigo Osvaldo Anzolin. Nem acreditei quando vi que tinha a possibilidade de me envolver em uma coisa que eu adimiro, e que me contagia tanto. Sabia que não era pra ser jornalismo. Tem que ser teatro. E essa galera, aí de cima, faz com que eu vá tendo cada vez mais certeza disso. Nem sei se tenho talento, jeito ou se vou ser uma "óstima astriz", mas eu quero essa magia pra minha vida. Adoro os jogos, as montagens de cena, o frio que dá na barriga quando o professor pede pra gente montar um cena para apresentação. Às vezes eu fico meio perdida, sem conseguir um desenvolvimento pra cena, mas logo as ideias surgem. Claro que não são as melhores. Tô começando agora! A última vez que apresentei qualquer coisa relacionada a arte cênica, foi quando eu tinha uns 9 anos. Fui apresentar uma peça bem pequena para o dia das mães, lá na minha escola. Lembro que eu era uma filha bem rebelde, e que no final da peça eu saia chorando, porque eu não tinha dinheiro para comprar um presente para a minha mãe. Acho que me saí bem nesse dia. Não sei se foi ali que comecei a gostar de encenar, ou de aparecer... Tem uma certa diferença, né? (risos) Foram poucas as peças a que assisti, e são poucos os amigos que tenho que participam de algo parecido, ou que já se envolveram com essa arte. Só sei que essa paixão e vontade de estar em um palco me apresentando para as pessoas foi se instaurando cada vez mais dentro de mim. E só vem aumentando. Essa turma faz com que meus estresses e perturbações saiam um pouco da minha cabeça.

Só apresentando a Txurma:

__Talline. Essa morena de blusa preta e saia colorida é dona de uma alergia de dar alergia. A menina tem uma gargalhada contagiante, que a coisa nem precisa ser engraçada pra gente rir, é só estar do lado dela.
__Sabe aquela de vestidão, que quase voou desse pulão que deu? É Jacke! Menina calma, de um formato de olho raro. Simpática e linda. Dançarina de dança do ventre, ela arrasa quando começa a mexer esses quadris.
__Hellen é a de amarelo. Ela ainda está fresquinha no grupo, mas já conquistou todo mundo. Estive lendo algumas postagens que ela fez em seu blog, e já posso afirmar que escreve muito bem. Adoro um sinal que Hellen tem no rosto. A pele dela é linda, e sua mão é bastante macia (peguei na mão dela em um dos jogos).
__Esse ali, com os braços abertos, é o professor Osvaldo! Pense numa pessoa criativa, e com muita força. Ele faz todos os exercícios físicos e os de imaginação, não foge de nenhum. Super inteligente e pontual. Cheio de ideias. Adoro as fotos do orkut dele. É uma figuraça!
__Lourdes é a de blusa azul. A melhor macunaíma que eu vi, nesse grupo, quem fez foi ela. Essa menina só vive malhando. Todo sábado ela chega com uma camisa de malhação diferente. Ela é calma, serena, e presta muita atenção nas coisas.
__Ôxe! Aquela ali, fazendo pose com uma blusa florida? É Michelle. Ela é, no meu ponto de vista, a mais experiente do grupo. Adora parir (risos). Só quer fazer papel de mãe. Uma das coisas que mais gosto nela é quando ela está deitada no chão da sala, e eu vou deitar junto com ela, aí fico recebendo uns carinhos no cabelo (riso). Muito bom! Michelle parece ser sensata e inteligente.
__Jeane é a de preto, do lado direito. Ela é jornalista, e em um dos nossos relatórios ela escreveu um poema lindo, que eu babo até hoje. No começo, era bem tímida, mas agora já está interada ao grupo. Ela tem um sorriso muito lindo e um cabelão enorme!!!

Nosso grupo se chama Boiúna Capei, e eu estou adorando fazer parte dessa turma.


PS: Peço desculpa aos que não estão nas fotos. Prometo que assim que o professor incluir vocês, eu comento sobre.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vou me adiantando...


Te amo a cada instante. Te amo a cada hora...



O tempo tá correndo mesmo. Daqui a pouco é dia dos namorados. Pode até ser que eu esteja me precipitando, mas pra quem ama, o coraçãozinho já tá apertando, desde o último 12 de junho. Pra que é mesmo esse dia? Pra namorar? Pra dizer pro outro que ama? Pra fazer serenatas? Mandar flores? Enfeitar cartões? Desculpem, ainda não tenho resposta pra isso. Só várias perguntas. Esses dias fui entrando em casa e minha colega perguntou o que eu ia comprar pro meu namorado. Eu respondi que não sabia. Aí, ela sentou e começou a listar as inúmeras lojas que já havia visitado, em busca do presente ideal. Isso no dia 07 de maio, diga-se de passagem. Seis anos de namoro, e a minha amiga e seu namorado ainda saem pra jantar fora em comemoração a cada novo ano que eles passam juntos. Ele ainda a elogia, sempre que a vê se olhando no espelho, e colocando aquela blusinha cinza básica, com uma calça jeans de tom escuro para eles irem até a esquina de casa comprar pão. Outro dia, eu caí na gargalhada com os dois lá em casa. Ela estava um pouco doente, e ele, muito cuidadoso, não queria que ela fizesse nada. Nós estávamos os três sentados, assistindo TV, e de repente ela levantou e ia caminhando em direção à cozinha. Gente, ele deu um pulo da cadeira, ficou na frente dela parado e, com a expressão séria, perguntou onde ela estava indo. Ela respondeu que só estava indo tomar um copo com água. Ele baixou os olhos, segurou na mão esquerda dela, e a conduziu carinhosamente até a cadeira, onde ela se sentou. Nós rimos muito, quando depois de fazer tudo isso, ele olhou pra ela e disse que naquele dia ela não poderia mover nenhum dedo, pra fazer nada, que o lugar era ali sentada, repousando. Eu já ia esquecendo, esses dias ele deu um buquê de flores pra ela, só porque eles haviam discutido na noite anterior. É isso que se faz no dia dos namorados? Porque se for, eu vou ficar aqui imaginando o que eles vão fazer pra comemorar o 12 de junho, se eles já vivem em pleno dia dos namorados...

terça-feira, 11 de maio de 2010




Saiba tudo o que uma mulher realmente quer, lendo a tradução de umas das músicas que, por mais egoísta que seja, continua sendo a música que melhor conseguiu traduzir os verdadeiros desejos das mulheres.



Tudo que eu sei é que você é tão adorável
Você é a coisa mais adorável que já vi
Eu queria que nós levássemos isso adiante
Ver se podemos ser algo.

Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse, que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu sou

Eu queria que você segurasse a minha mão quando eu estivesse chateada
Eu queria que você nunca esquecesse o meu olhar quando nos vimos pela primeira vez
Eu queria que tivesse uma marquinha na pele de que você gostasse secretamente
Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver

Basicamente, eu queria que você me amasse
Eu queria que você precisasse de mim
Eu queria que você entendesse que quando eu pedisse dois torrões de açúcar, na verdade eu queria três
Eu queria que sem mim o seu coração se partisse
Eu queria que sem mim você passasse toda suas noites acordado
Eu queria que sem mim você não pudesse comer
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir

Tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi
Eu queria que nós pudéssemos ser algo
Eu queria que nós pudéssemos ser algo

Kate Nash - Nicest thing

Chega deu um apertinho no coração, quando ouvi...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Momentos de loucura

"Porque me quebraste em mil pedaços..."
(L.U)


Ontem, quando cheguei do trabalho, tomei banho, enrolei meu corpo com a toalha e me joguei na cama, como faço na maioria das vezes. A cama é vizinha de uma das entradas de ar que existem no meu quarto, a janela. E foi dela, que não consegui desviar meus olhos durante várias horas, dentro daquela escuridão, formada por quatro paredes de cor gelada. Comecei a ter pensamentos bem loucos e soltos. Me imaginei escrevendo uma carta com aquela caneta que tem cheirinho de chiclete. Você lembra quando comprou para mim? Em seguida, fiquei produzindo um pequeno filme da minha morte. Nele, eu largava a toalha, sentava na janela, e pensava durante poucos segundos, antes de jogar o meu corpo, sem nenhuma gravidade, naquele chão sujo e quente. Ah! A carta que eu escrevi para você, estava amarrada no meu pulso com a fitinha lilás, que eu tanto gosto. Dentro de algum tempo você seria avisado, e iria me ver. Muitas pessoas, com certeza, já estariam lá. Comentários do tipo: "Por que ela fez isso? Ela era tão nova", ou até mesmo "Que linda ela era. Que corpo perfeito". Afinal, isso atrairia muitos curiosos, só que poucos se ajoelhariam e chorariam do meu lado, lamentando a minha morte. Dentre essas, queria que você estivesse lá, que gritasse, chorasse, recolhesse a carta do meu pulso, e fosse para o seu esconderijo, guardar as minhas palavras no seu coração. Depois você voltaria dentro da sua armadura, e avisaria para os meus pais e amigos mais próximos. Todos iriam querer um porquê, mas só você saberia. Porque você sempre sabe. Te faltaria coragem, quando chegasse a hora de responder a alguém; Nem para si mesmo, diria. Não pensei bem qual seria o conteúdo da carta, mas, com certeza, "ut oma para todo o sempre", estaria nela.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Enquanto isso...


"És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz..."

(RR)



A sala é de cor apagada e dá uma sensação de tristeza. O barulho que se ouve são leves sussurros de pessoas que tentam falar baixinho, enquanto outros fingem entender alguma coisa.

Nas quatro paredes a vida vai passando como uma retrospectiva, de um fim que se apressa. Os bancos cômodos dão espaço para o descanso e a nostalgia causada pelo ambiente gelado. Ninguém se olha.

Os vídeos tentam transmitir o que pessoa alguma conseguiria explicar. Você para, observa e um mundo novo se forma.

Não sei se vou conseguir explicar o que vejo, mas consigo, com certeza, demonstrar o que estou sentindo. Os pés passam na direção dos meus olhos, só que agora eu não consegui sentir nada.

Sabe as imagens lá no centro? Quando olhei pro Samurai, eu consegui sair desse mundo. E nem precisei fumar nada, pra isso! kkkkkk

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O mundo está cinza...

"Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim? Tô me sentindo muito sozinho!"
(Peninha)






A vida anda meio parada. Parece até um paradoxo, né? Anda e parada! Mas é isso... Nada novo acontece. Nem um sorriso. E esse "tum-tum" aqui dentro acelera a cada nostalgia, que os teus olhos me causam. Fica só esperando a hora de parar. Você me olha como se não soubesse o que eu sinto a cada toque teu. Sinto falta das tuas mãos a minha procura. Dos teus dedos a me abraçarem. Sinto falta do que fui, do que eu sou, do que restou de mim. Eu queria mesmo era fugir, mas queria você... Só que eu não sei mais se os ventos sopram pro norte ou para os seus cabelos. Se as ondas são formadas por redemoinhos ou por pequenas ventanias. Acho que tô perdida! E eu sei que minha vontade era que você me achasse... Eu não quero mais ninguém no nosso quebra-cabeças. Eu já encontrei a peça chave... A bota pro pé cansado... A tampa da panela... chamem como quiser. Encontrei você! Só não consigo entender, porque todo esse embrulho no meu estômago.