quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vivendo a canção =(


"Se a gente lembra só por lembrar
Do amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu

Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer

Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló

Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Saudade, o meu remédio é cantar

Lailailailalailailalailailalailaila"


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diá(s)lo(n)gos

Esperando o ônibus:

__ Tá tudo muito estranho. É difícil a convivência com ele.

__ Você tem que ter paciência. São pessoas diferentes.
__ Mas não precisavam ser tão diferentes. Eu nem sei o que conversar quando tô com ele.
__ Claro. Ele é outra pessoa.
__ Esse sim é o problema.

Vi, li e adoreeeei!!

Minimamente feliz!!

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.


Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos. Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'
.

Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.

Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

Leila Ferreira, jornalista

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vi, li e adoreeeei!!

"O problema com contos de fadas é que eles levam uma garota ao desapontamento. Na vida real, o príncipe foge com a princesa errada... Ou o feitiço acaba e os dois amantes se dão conta de que são melhores com o que quer que sejam. Mas, vou confessar, de vez em quando uma garota consegue seu final feliz."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sen(ti)r

Se me pegas, me arrasta, me quebra.
Me morda, me assopra, me lamba.
Me invada e me coma.
[Mas, depois me deixa]

Se te pego, te como, te giro.
Te enlaço, te bico, te chupo.
Te arranho e te jogo.
[Mas nunca te abraço]

Se sabes, sou nua, sou mais.
Sou vadia, completa, voraz.
Sou guia, sou vida, sou gás.
[Mas, tua, jamais]






segunda-feira, 8 de agosto de 2011

=)


Ah, se ele soubesse que eu (Só)riu, porque ele me olha!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"FLAMENGO é FLAMENGO"!!!

Não tem como deixar passar em branco a vitória fodástica do MENGÃO destruidor de sonhos em cima dos peixinhos de água doce /Arthur Muhlenberg. Porra, bicho! Que jogo foi aquele?!! Não posso negar, eu não estava acreditando numa vitória do FLAMENGO em cima do peixe. No máximo, um empate. Mas, ainda bem que eu errei, e que pude ver, com esses dois pequenos olhos, o MENGÃO calar a boca dos peixinhos.

Meu coração torceu calado dessa vez. Eu tava meio morgada na hora do jogo, acho que por causa de problemas ligados ao coração, mas FLAMENGO é FLAMENGO, e quando ele entra em campo você esquece que essas coisas doem. E foi isso que aconteceu. As dores pararam por 94 minutos e o alívio que veio depois amenizou a dor de coração.

Como eu disse, comecei o jogo sem muita fé na vitória. Até no bolão apostei derrota do FLA. Na teoria tava muito difícil. Eles têm um time muito bom. Acabaram de ser Campeões da Libertadores. Tinham seus melhores jogadores de volta. Vinham com salto alto, dentro de casa, lugar onde só ganhamos três vezes, contando essa partida, que entrou pra história. Mas, é isso, meus caros, no futebol pode até ter favorito, mas, antes de a bola rolar, não se tem ganhador. E de ganhar a gente entende.



Nós temos o único time invicto do Campeonato, um dos melhores goleiros, o artilheiro da competição. Nós temos quase tudo pra HEPTAR, só nos falta uma boa defesa. E como nos falta!!! Wellinton, Angelin e David, nem vou comentar Jean, porque ele mal entra em campo. Nossa zaga é um baita putaquepariu. Um putaquepariu especial pra Wellinton, que deixou Neymar, mesmo caído, dar um passe pra Borges, meu amigo. E Borges ainda marcou o gol. É F***! Fiquei puta com esse lance. Não só com esse, mas muitos outros que vêm acontecendo no Campeonato. Não vou nem comentar a falha do camisa três, no gol do Ceará, finzinho do segundo tempo. Se a gente não estruturar essa zaga, vai ficar complicado continuar no topo. Os caras vacilam demais.

Bom, mas vamos falar de quem sabe fazer a coisa. Vamos falar de quem marcou três gols e ainda teve coração pra cobrar aquela falta de forma mentirosa, meu amigo. Desde o começo, Ronaldinho, o cara, o inacreditável, estava querendo jogo. Corria, pedia a bola, se desmarcava e a bola não chegava. Só que ele não parava. Ronaldinho fez nessa partida, em minha opinião, sua melhor atuação no Campeonato Brasileiro. Bicho, é só o craque aparecer que o jogo se resolve. Hoje, quando abri o Twitter, o Facebook, o Orkut, o MSN, tuuuuuudo só falava dele. Ronaldinho ficou estampado nas capas de jornais e de revistas de todo o Brasil. Ontem ele mostrou que mais vale um Gaúcho no MENGÃO, do que um menino metido a Pelé no Santos. Foi demais!! Esse sim foi um Inacreditável Futebol Clube.

Não posso deixar de comentar sobre Thiago Neves. O cara vem dando o sangue em todas as partidas, tem corrido pra c****** em campo. Se dedicando ao máximo. E ainda deixou o seu golzinho na Vila Belmiro. Ah, ainda teve o gol de Deivid, que até agora ainda não consigo entender como aquela bola entrou. Ele estava quase totalmente sem ângulo pra cabecear. Mas, deixa que Froide explica, né?! (risos)

Outro destaque da partida foi o menino Luís Antônio. Moleque travesso, rapaz. Tava lançando bola de todo lado (risos). Bela atuação. Tomara que o braço dele esteja bom, agora. Fiquei com uma dó quando ele saiu [que dó, que dó, que dó!! (risos)] Mas, dó mesmo, eu tive do Elano. Coitadinho, gente! Depois da miséria na Copa América, ele conseguiu perder mais um pênalti. Opa! Perder?! Ah, não! Foi só um tal de Felipe que pegou (risos). E ainda saiu fazendo embaixadinha, só pra humilhar.

É isso, gente! Corações aliviados, três na conta, torcedores felizes, noite bem dormida e peixinhos afogados. Uma nação inteira completamente feliz com aquele show de futebol. Porque foi um show, mesmo. Como diria Muricy: “A bola pune!”. E como disse o GE, ontem à noite: “O FLA pune”. E como eu digo sempre: “Deixou chegar Fudeu”. É nóis!!! Bora, MENGÃÃÃÃÃO!